Fotógrafo mineiro e poeta paraense se reinventam na pandemia e levam arte a muitos ambientes

Jul 24, 2021 Escrito por 
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Em meio ao caos, às perdas e partidas, há também (re)encontros e descobertas, e no mundo da arte não é diferente. O fotógrafo coutense, Wágner Pena, e o viseuense, Lucas Sousa, são provas disso.

Mineiro, de Couto de Magalhães de Minas, Wágner Pena é fotógrafo autodidata que já teve obras expostas em Belo Horizonte no Centro Cultural Zilah Spósito e no Palácio das Artes; espaço que se caracteriza como o maior centro de produção, formação e difusão cultural de Minas Gerais e um dos maiores da América Latina. Já em Montes Claros, cidade do norte mineiro, sua arte esteve exposta no Centro Cultural Hermes de Paula.

Autor do projeto “Para ter beleza não precisa ter idade”, o qual deu origem à produção de 40 livros artesanais e cujo reconhecimento é estadual, rendeu à Wágner prêmios e reportagens pelas fotografias de sensibilidade inquestionável.

Lucas Sousa é natural de Viseu, município do Estado do Pará, mas há 06 anos mudou-se para Minas Gerais. É bacharel em Humanidades pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e licenciando em Letras Português/Espanhol pela mesma instituição. Lucas tem experiência nas áreas de Estudos Literários atuando principalmente nos temas da literatura brasileira, política, violência, regimes autoritários, história e memória.

O primeirotrabalho que os dois artistas, mineiro e paraense, realizaram juntos, Armário de Despejos, é uma obra que reúne fotografia humanizadora e literatura marginal (ou de resistência). Tal projeto foi aprovado pela Lei Federal Aldir Blanc de apoio a artistas. Os produtos finais foram um curta metragem e uma mostra, que por conta da pandemia, aguarda data para exposição.

O segundo projeto  dos dois, cujo essa matéria de dedica, é o Flora Poética. Inspirados pelo romance de João Guimarães Rosa, “Grande Sertão: veredas” – onde a geografia, os lugares, os rios, as aves e as plantas ganham lugar especial na narrativa -, Wágner e Lucas trazem para a fotografia elementos naturais e paisagísticos da natureza mineira (pedras, plantas, ervas, folhas e, claro, flores).

Segundo o fotógrafo Wágner Pena, o projeto Flora Poética deu a ele a possibilidade de se inovar através da arte, valorizando a flora local, que é muito rica. “Propus-me a desafiar meu próprio processo criativo que ficou estagnado durante parte da pandemia. Com isso consegui dar uma nova roupagem à minha fotografia, tudo por meio desses elementos que estão no cotidiano do mineiro; seja na cozinha, no quintal, nos jardins e que por muitas vezes me passavam despercebidos.”, confidenciou.

Já Lucas Sousa explicou ser Flora Poética a confirmação do carimbo pela qualidade nos trabalhos que ambos propõem executar na arriscada trajetória de fazer artístico, no difícil amparo de projetos artísticos e culturais pelas políticas de incentivo aos artistas e no reconhecimento por parte do público. “Flora Poética é uma ideação literário/fotográfico que escapa dos padrões dos projetos que estamos acostumados a ver. Por trazer uma abordagem da imagem humana diferente, o medo nos acompanhou no início, mas depois ficamos seguros do que estávamos nos propondo a criar e o resultado foi magnífico.”, comemorou Sousa.

A   primeiraleva de produção dos quadros da série fotográfica já está acontecendo em São Paulo e a obra inicial já foi vendida para uma compradora na cidade de Diamantina/MG. De acordo com o fotógrafo mineiro e o poeta paraense, a ideia é realizar, assim que possível, uma exposição fotográfica para que o público possa testemunhar como se deu o processo criativo, bem como as obras entrarão no mercado.

Para sanar dúvidas e/ou obter informações detalhadas sobre tamanhos de obras, material e valores entre em contato pelo telefone – Wpp: (38)99873-4453.

Redação

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